Manuel Luís Goucha partilhou com os seguidores da sua página de Instagram um vídeo onde mostra a transformação de um cantinho da sua casa no Alentejo, que decidiu renovar.
No vídeo, o apresentador da TVI e o marido, Rui Oliveira, começaram por explicar a mudança, destacando de seguida o antes e depois da transformação.
O casal mandou fazer uma estante desenhada por Rui Oliveira, e a decoração do espaço ficou a cargo de Goucha. Veja abaixo:
O músico Jorge Palma deixou uma mensagem emotiva, no Instagram, e os seguidores não se mostraram indiferentes.
Foi na passada sexta-feira, dia 30, que faleceu a pianista Olga Prats, aos 82 anos, vítima de doença oncológica. Nas redes sociais, sucederam-se as homenagens à artista.
Jorge Palma foi uma das figuras públicas que fizeram questão de recordar Olga Prats. "Morreu a minha amiga Olga Prats. Grande pianista, excelente professora, pessoa de carácter forte e gentil, de uma doçura extraordinária. Antes de ter sido minha professora no Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, tínhamos ambos apoiado a candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à Presidência da República, em 1986", começou por afirmar o músico.
"Mais tarde, em 2002, foi ela quem me telefonou para me dizer que tinha ganhado o prémio José Afonso desse ano. Durante os últimos 40 anos, foram muitos os encontros, entre aulas de piano, reuniões, concertos do Opus Ensemble e dela própria, a solo, visitas e palcos. Foi ela quem me dirigiu para o Miguel Henriques - meu último professor de piano no Conservatório -, já que passou a fazer parte da equipa que se dedicou à restruturação do novo Curso Superior de Música", acrescentou Jorge Palma.
O intérprete de "Estrela do Mar" destacou, ainda, o espírito afável de Olga Prats: "Nunca a vi zangada, falava-me, apaixonadamente, de pessoas, como a Constança Capdeville, Fernando Lopes-Graça ou Astor Piazzolla, de cujas obras para piano foi a principal e brilhante intérprete em Portugal. Vi-a triste e desconsolada, aquando das mortes sucessivas destes três compositores, assim como do falecimento de Bruno Pizzamiglio - oboísta e chefe de orquestra, um dos quatro elementos fundadores do Opus Ensemble - e, sobretudo, quando perdeu o seu filho João."
"Estivemos juntos, pela última vez, em 2019, quando aceitou ser minha convidada especial no programa de televisão 'Alta Fidelidade', apresentado pelo Vasco Palmeirim", revelou, ainda, Jorge Palma, na legenda de um vídeo de um excerto desse programa.
"Olga Prats deixa-nos um imenso legado discográfico e a memória do seu generoso e terno sorriso", completou Jorge Palma.
Dias depois de ter ficado gravemente ferido num tiroteio no Regal Edwards Theatre em Corona, Califórnia, EUA, Anthony Barajas morreu. Tinha 19 anos.
Foi na noite da passada segunda-feira que a estrela do TikTok foi atingida por uma bala durante a exibição do filme 'The Forever Purge'. O jovem é a segunda vítima.
No dia do tiroteio, a influencer digital Rylee Goodrich, de 18 anos, foi encontrada já sem vida pelos funcionários do cinema. A mesma estava junto de Barajas, que foi depois levado para o hospital, mas acabou por falecer.
No sábado, o Departamento de Polícia de Corona informou que foram "notificados que Anthony Barajas morreu nessa manhã". "Enviamos os nossos pensamentos e condolências à sua família e amigos".
Sabe-se ainda que o suspeito, Joseph Jimenez, de 20 anos, foi preso e continua detido sob fiança de dois milhões de dólares, segundo a People.
Em 2007, Amanda Knox, estudante norte-americana a viver, em Itália, foi acusada de homicídio. A britânica Meredith Kercher, de 21 anos, foi encontrada morta no apartamento que partilhava com Knox, em Perugia. Além de Knox, também o namorado desta, o italiano Raffaele Sollecito, foi considerado suspeito. O julgamento do par prolongou-se por vários anos, e Amanda Knox passou cerca de cinco anos na prisão, sendo condenada e ilibada várias vezes em diferentes instâncias judiciais, tal como o namorado.
Em 2015, depois de vários recursos, o casal foi considerado inocente. Agora, Knox acusa o produtor de “Stillwater”, filme com Matt Damon na personagem principal, de usar a história dela inapropriadamente e sem o seu consentimento, apenas para fazer dinheiro.
Em “Stillwater”, Matt Damon é Bill, norte-americano, pai de Allison (interpretada por Abigail Breslin), uma rapariga acusada de ter assassinado uma amiga, em Marselha, França. O nome de Knox nunca é referido no filme, mas nas entrevistas de promoção deste, o realizador, Tom McCarthy, admitiu que o caso da americana tinha sido um ponto de partida para o argumento, sendo, por isso, referido em várias críticas ao filme a história pela qual passou a norte-americana. Tom McCarthy afirmou que não quis copiar ou mimetizar a história de Amanda Knox, nem o seu caso judicial. Nas suas palavras, “a história é vagamente inspirada” no caso de Knox.
Amanda Knox acusa ainda McCarthy, realizador de Spotlight, de ficcionar uma versão dela e da sua história que, no seu entender, fez parte da conspiração dos meios de comunicação tablóides que queriam que ela fosse considerada culpada.
Os meios de comunicação social norte-americanos já fizeram artigos entre o filme e o caso da norte-americana, encontrando alguns pontos em comum, como seja o facto de Amanda Knox ter pensado em suicidar-se e da personagem do filme, que está na mesma situação, se tentar enforcar…
No Twitter, Knox pergunta: “O meu nome pertence-me? A minha cara pertence-me? Então a quem pertence a minha vida? A quem pertence a minha história? Porque é que o meu nome é usado para promover acontecimentos que não controlo?”
Até sexta-feira, garantiu a agência Associated Press, a produtora, Focus Features, não se pronunciou sobre o assunto.
A pianista Olga Prats morreu hoje, aos 82 anos, na sua residência na Parede, concelho de Cascais, vítima de doença oncológica, disse à Lusa o compositor Sérgio Azevedo, que era seu amigo.
Com uma carreira de 69 anos, Olga Prats foi a primeira pianista a tocar e a gravar o argentino Astor Piazzola em Portugal e a divulgar o fado ao piano, nomeadamente as partituras de finais do século XIX e primeiras décadas do século XX de compositores como Alexandre Rey Colaço ou Eduardo Burnay.
Olga Prats começou a tocar piano aos 6 anos, tendo sido aluna particular de João Maria Abreu e Motta. Numa entrevista à agência Lusa, recordou que "havia sempre música em casa".
Deu o seu primeiro recital, aos 14 anos, no Teatro Municipal de S. Luiz, em Lisboa, a 05 de maio de 1952.
Maria Olga Douwens Prats, de seu nome completo, nasceu em Lisboa a 04 de novembro de 1938, fez o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional, que apontou à Lusa como "a sua segunda casa", e onde tinham sido alunas a sua mãe e uma tia, e um bisavô professor. Terminado o curso, em 1957, prosseguiu os estudos em Colónia, na Alemanha, onde foi aluna de Gaspar Cassadó e de Karl Pillney, e em Friburgo, na Suíça, estudou com Carl Seeman e Sándor Végh.
Olga di Robilant Álvares Pereira de Melo (1900-1996), Marquesa de Cadaval, foi "a patrona mais importante para a Olga Prats", segundo o seu biógrafo e amigo, o compositor Sérgio Azevedo, que disse à Lusa "que o nome da pianista foi uma homenagem à aristocrata", que durante anos patrocinou os Festivais de Sintra.
A intervenção da Marquesa de Cadaval foi essencial para a família de Olga Prats lhe comprar o primeiro piano. "Sem a Marquesa de Cadaval, a Olga Prats não teria tido todas aquelas oportunidades que teve de estudar e conhecer músicos na infância e adolescência", disse Sérgio Azevedo.
Na Alemanha, onde foi bolseira do Governo alemão em parceria com a Fundação Gulbenkian, Olga Prats tocou com várias orquestras e recebeu elogios da crítica musical, tendo, em 1958, sido distinguida com o prémio para melhor estudante estrangeira.
Em 1960, regressou a Portugal, tendo continuado a estudar com a pianista Helena Sá e Costa (1913-2006).
O seu talento não passou despercebido nos meios académicos internacionais, tendo sido convidada para ser professora de piano nas classes de música de câmara de Paul Tortelier, Ludwig Streicher e Karen Georgian.
Olga Prats tocou com diversas orquestras, desde logo a da ex-Emissora Nacional, a da Gulbenkian, e a do Porto, mas também a Orquestra de Câmara do Festival de Pommersfelden ou a Sinfónica de Buenos Aires.
Ao longo da sua carreira, privilegiou a música de câmara, destacando a produção contemporânea. Este seu gosto foi passado a outras pianistas, designadamente a Gabriela Canavilhas, ex-ministra da Cultura.
Além de Lopes-Graça, foi também colaboradora próxima de outros compositores, como Constança Capdeville e Victorino d'Almeida, os quais lhe dedicaram várias peças.
Lecionou no Conservatório Nacional e na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) até novembro de 2008.
Olga Prats foi uma das fundadoras do Opus Ensemble, em 1980, e do ensemble de teatro musical Grupo ColecViva, em 1975.
No Opus Ensemble, que formou com o oboísta e maestro Bruno Pizzamiglio, a violetista Ana Bela Chaves e o contrabaixista Alejandro Erlich Oliva, atuou em várias salas de concerto internacionais levando sempre partituras de compositores portugueses como Croner de Vasconcelos, Armando José Fernandes, Ivo Cruz, Sousa Carvalho, Carlos Seixas e, naturalmente, Lopes-Graça e C. Capdeville.
À Lusa afirmou que participar no grupo lhe tinha "aberto horizontes".
Olga Prats foi jurada desde a sua criação, do Prémio José Afonso, que anualmente, distingue um álbum inédito de música portuguesa, e foi também jurada em concursos de música erudita, tanto em Portugal, como no estrangeiro.
Em 2008, o Estado português reconhece a excecionalidade da sua carreira e o seu contributo para a Cultura portuguesa, tendo-a feito feita Comendadora da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
O compositor Sérgio Azevedo é autor da única biografia publicada da pianista, "Olga Prats - Um Piano Singular"(Bizâncio, 2007). De Sérgio Azevedo, Olga Prats estreou várias obras, quer a solo quer com o Opus Ensemble, e com ele gravou também um disco.
No ano passado, celebrando 68 anos de carreira, Olga Prats juntou-se, num concerto, em janeiro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, a Artur Pizarro, seu amigo, Jorge Moyano, e ao britânico Nick van Bloss, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa para interpretarem os concertos para dois, três e quatro pianos, de Bach, projeto que o CCB apresentou como "uma autêntica festa pianística".
"Recebi dezenas de mensagens privadas, SMS e avisos de amigos e pessoas que me conhecem ou me vão lendo. Acreditem que não estou chateado, as coisas são o que são", começou por escrever na sua página de Facebook.
"Kátia Aveiro certamente que escreveu tudo o que escreveu por impulso, não acredito que tenha querido dizer o que disse. Por isso, por favor paremos por aqui, não vale a pena continuar por ser uma estrada sem saída. Peço-vos isso", rematou.