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Friday, October 29, 2021

Menino de 8 anos é um dos mais novos membros de associação internacional de pessoas com QI elevado - SAPO Lifestyle

Aos 5 anos, Gustavo descobriu os Beatles e foi aprendendo o repertório da banda inglesa com uma grande velocidade, numa lista de habilidades da criança que continuou a crescer ao longo dos anos. Atualmente, é capaz de tocar guitarra, baixo, violão, ukulele, bateria, teclado e outros instrumentos.

Além da paixão por música, Gustavo envolveu-se com a tecnologia e, apesar da pouca idade, já consegue instalar sistemas operacionais, transformar Apple em Windows e utilizar o complexo sistema dos músicos profissionais Logic Pro.

Desde o seu nascimento, Gustavo Saldanha sempre foi diferente das outras crianças. “Ele não se distraía facilmente, não tinha os mesmos interesses dos outros bebés”, lembra Luciane Saldanha, mãe de Gustavo e doutora em Ciências da Saúde. Assim que aprendeu a falar, o pequeno começou a demonstrar grande paixão pelo mundo da música.

Algumas fotografias de Gustavo Saldanha

Com um QI de 140, o jovem prodígio é atualmente o membro luso-brasileiro mais novo da Mensa, a associação internacional de pessoas de alto QI.

Gustavo conta com o apoio da consultoria do neurocientista Fabiano de Abreu, também membro da Mensa, que considera que este caso comprova a sua tese sobre a importância da plasticidade cerebral: “A inteligência tem precursor genético e o fenótipo resulta num desenvolvimento que sugere pistas que podem ser passadas para a próxima geração", explica.

"Por isso, há uma grande importância do nível educacional, da leitura, da aprendizagem para desenvolver uma população. Os seus pais foram e são grandes estudiosos”, detalha.

O neurocientista prevê grandes feitos para o futuro do menino prodígio e já está a trabalhar para que as suas habilidades sejam reconhecidas em diversos lugares.

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Em dia de aniversário, primo de Rogério Samora assume situação financeira difícil: "Não conseguimos mexer num tostão do Rogério" - Flash

Este dia 28 de outubro – precisamente 100 dias depois de ter sido hospitalizado na sequência de uma paragem cardiorrespiratória – Rogério Samora completa 62 anos. Mas há poucas razões para fazer uma festa ao ator, que se encontra internado numa unidade de cuidados continuados em Mafra.

"A visita é uma vez por semana e já a fiz hoje [segunda 25]. Por isso no dia de anos dele, o que combinámos, os amigos, é erguer uma taça de champanhe e beber pela saúde dele. Só isso", diz pela primeira vez o primo Carlos Samora sem o vigor habitual que lhe conhecemos nas palavras. "Vamos fazer o que a SIC não lhe fez nos Globos", anuncia duro nas palavras à TV Guia.

Carlos não esconde a frustração com a falta de alteração do estado do ator. "Não é fácil responder aos mil telefonemas e dizer a todos que a situação está estável, mas que ele está na mesma. Estão sempre a ligar-me e não tenho nada de novo para dizer e acreditem que queria", lamenta à mesma publicação.

Carlos Samora assumiu esta missão que está disposto a levar até ao fim. "Caiu nos meus ombros esta situação que é uma situação complicada. Aquilo que quero é dar dignidade ao Rogério. Tem sido muito difícil, sobretudo a nível burocrático", lamentou em declarações à SIC.

Para além de visitar e cuidar do primo, Carlos assumiu também o pesado fardo financeiro. "O Rogério está com 100% de incapacidade. Temos de esperar o tempo que for necessário. Passaram 100 dias e eu tenho assumido todas as responsabilidades do Rogério e estamos cá para levar isto até onde for possível para fazer face às despesas que ele tem. Tenho de ser eu, das minha economias, do meu trabalho – eu e de lá de casa, da nossa família – porque não conseguimos mexer num tostão do Rogério", desabafou Carlos Samora.

Rogério Samora tem um irmão, Paulo, que foi viver para Espanha há muitos anos e cujo paradeiro se desconhece. Há mesmo a convicção no seio da família – inclusive do próprio ator – de que possa "já ter falecido". O pai do ator, o Sr. Edmundo, está intyernado num lar, com Alzheimer e não sabe da situação complicada do filho, que se encontra em coma vegetativo e com uma sonda no estômago para poder ser alimentado.

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Thursday, October 28, 2021

Carlos Carvalhal: "Pecámos pela ineficácia" - SAPO Desporto

Declarações de Carlos Carvalhal. treinador do SC Braga, à Sport Tv após o empate (0-0) com o Paços de Ferreira e, jogo da segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga.

Análise: "Não gostava de me alongar muito. Os meus jogadores foram fantásticos. Queria esclarecer os adeptos do Sp. Braga que vencer por 1-0 ou o 0-0 seria a mesma coisa. Teríamos de ganhar o último jogo. Os nossos jogadores foram absolutamente fantástico. Desperdiçámos sete ou oito oportunidades. Pecámos pela ineficácia. Merecíamos a vitória. Temos tudo em aberto. É um jogo difícil na casa do Boavista. Vamos ter tempo para pensar nele. Temos as nossas aspirações e queremos estar na final-four".

Expulsão de Francisco Moura: "Se fosse a expulsão... Adoro futebol, não queria falar muito", disse, lembrando o desgaste que a sua equipa vem acumulando.

Exibição da equipa: "Os nossos jogadores vêm de um desgaste grande, do jogo da competição europeia, da viagem. O jogo no Gil Vicente também foi difícil. Com dez juntos, dar mais um bocadinho faz 11. Jogámos como se estivéssemos 11 contra 11. Fiquei muito contente com a minha equipa. Estamos no 4.º ou 5.º jogo sem sofrer golos. Somos uma equipa coesa. Foram muitas oportunidades, não conseguimos concretizar", frisou.

Satisfeito com o que viu: "Estou extremamente satisfeito com a minha equipa, tenho uma verdadeira equipa. Nesta parte final corremos alguns riscos até de forma desnecessária. A equipa arriscou porque queria ganhar. A ideia era vencer, mas o jogo teve condicionalismos. Não gostava muito de falar sobre este jogo. I love football."

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Morreu a cantora e atriz Milita Meireles, que fez parte do trio Irmãs Meireles - Diário de Notícias

A cantora e atriz Milita Meireles, que fez parte das Irmãs Meireles, trio de referência da música portuguesa na década de 1940, morreu na quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 93 anos, anunciou a Academia Portuguesa de Cinema.

Emília Augusta Meireles de Jesus, nascida no Porto, em 25 de setembro de 1928, que ficou conhecida como um dos "Rouxinóis de Portugal", também foi atriz de cinema.

A Academia recorda as suas participações em "Amor de Perdição" (1943), "Um Homem às Direitas" (1945), "O Diabo São Elas" (1945), "Aqui Portugal" (1947) e "Os Vizinhos do Rés-do-Chão" (1947), filmes em que participou autonomamente ou como parte das Irmãs Meireles.

Cidália Meireles (1925-1972), conhecida fadista da década de 1940, e Rosária (ou Rosália) Meireles (1926) eram os outros membros do trio, que se afirmou como um dos conjuntos com maior sucesso da rádio portuguesa, desde os primeiros anos da década de 1940, até ao início da seguinte, numa altura em que as emissões eram essencialmente feitas em direto.

Na linha das norte-americanas Andrew Sisters, as Irmãs Meireles ficaram conhecidas pelas suas harmonizações e o seu jeito 'swingado', não se afastando porém da tradição portuguesa, tendo chegado a atuar com trajes típicos vestidos, como os das noivas do Minho.

O trio, que fez digressões pela Europa, sobretudo no pós-guerra, e pela América do Sul, teve particular sucesso no Brasil, onde foi contratado pela Rádio Record de São Paulo, em 1947, e pela Rádio Atlântica, de Santos, em 1950.

Em 2016, foi publicada a biografia do trio - "Os Rouxinóis de Portugal", designação pelo qual era conhecido -, da autoria de Paulo Borges. Na altura foi também estreado um documentário com declarações de Milita, sobre os anos de ouro das Irmãs Meireles.

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“O Último Duelo”: Ridley Scott filma a Idade Média entre a autenticidade e o viés contemporâneo - Observador

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

De há uns tempos para cá, instalou-se no cinema (e não só no americano) o estereótipo de tirar a cor ao passado. Quanto mais distante no tempo se passa um filme, mais escura, descolorida e tristonha é a época retratada. E se for a Idade Média, é apresentada através de um filtro cinzento, como uma era quase a preto e branco. Trata-se de um perfeito disparate, como se a cor não estivesse tão presente nesse mundo como está no nosso, tal como se vê nas pinturas, tapeçarias e iluminuras do tempo, e tivesse, aliás, um forte valor simbólico, que se perdeu entretanto. Infelizmente, Ridley Scott volta a insistir nesse irritante e erróneo lugar-comum no seu novo filme, “O Último Duelo”, onde a França do século XIV banha no cinzentismo e parece viver em perpétuo Inverno.

Baseado no livro homónimo de Eric Jager, o filme fita recria um acontecimento real. O duelo até à morte travado em 1386, em plena Guerra dos Cem Anos, entre Jean de Carrouges e Jacques Le Gris, ambos da pequena nobreza, que tinham combatido juntos e sido grandes amigos, até se zangarem por questões de terras e poder. E sobretudo por Marguerite, a mulher de Carrouges, ter acusado Le Gris de violação. O duelo, que teve que ser autorizado pelo rei Carlos VI por já estar proibido na altura, era decidido por “julgamento de Deus”, ou ordália. Se Carrouges perdesse e morresse, era sinal divino que a mulher tinha mentido e ela seria queimada viva como punição; se ganhasse, Deus estava do lado do vencedor, ela tinha dito a verdade e a infâmia cairia sobre o derrotado.

[Ver o “trailer” de “O Último Duelo”:]

O argumento de “O Último Duelo” foi escrito a seis mãos. Por dois dos atores, Matt Damon e Ben Affleck, que interpretam, respetivamente, Carrouges  e o seu suserano, o conde Pierre d’Alençon, e pela argumentista e realizadora Nicole Holofcener. Cada qual é responsável por um dos três pontos de vista segundo os quais a história é contada, correspondentes aos de Jean de Carrouge, Jacques Le Gris (interpretado por Adam Driver) e Marguerite de Carrouges. O filme tem óbvios pontos de contacto temáticos e formais com “Às Portas do Inferno”, de Akira Kurosawa. Só que enquanto este, no final, não se decide por nenhuma das versões dos intervenientes, “O Último Duelo” diz claramente, e com toda a certeza, qual das três corresponde à verdade.

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Ridley Scott devia ter tido o mesmo cuidado na escolha do elenco como o que pôs na recriação da era medieval, não só materialmente como também das relações de poder e do seu quadro social, mental e intelectual, que hoje nos é distante e estranho. Matt Damon, Adam Driver e Ben Affleck são atores que, pela sua vincada americanidade e limitada competência dramática, só funcionam no seu tempo, estão restritos a uma determinada circunstância de lugar e época, e a um certo tipo de personagens. O monocórdico Damon, o parado Driver e o canastrão Affleck não têm pinga de credibilidade como nobres franceses do século XIV. Em “O Último Duelo”, a bota dos intérpretes não joga com a perdigota das personagens nem à lei da espada.

[Ver uma entrevista com Ridley Scott e Jodie Comer:]

No centro do enredo está a violação de Marguerite de Carrouges — associada ao facto das mulheres na Idade Média serem propriedade dos maridos — e, por extensão, a condição da mulher nesse tempo (o facto dela se ter queixado queixar e recusar ficar calada é mal visto por todos, incluindo as outras mulheres, mas a fita não diz que este era então um crime gravíssimo, que podia dar pena de morte). Nos tempos que correm, nos filmes e séries com histórias de mulheres, sobretudo os de época, vulgarizou-se o discurso da “opressão patriarcal” de longa data, bebido no feminismo radical e anti-masculino. Apesar de ser ambientado no século XIV, é este cliché “ativista” que “O Último Duelo” contempla. O filme pode passar-se há mais de 800 anos, mas o seu juízo retroativo e viés ideológico são contemporâneos.

[Veja uma entrevista com Matt Damon, Ben Affleck e Nicole Holofcener:]

Seria pedir demais a Hollywood, em vez de uma Idade Média onde a mulher é apenas submissa, passiva e vítima, um objeto que o homem usa a seu bel-prazer, que mostrasse uma era medieval em que, apesar de indesmentíveis e hoje impensáveis limitações e injustiças, ela era muito mais do que isso. Como se pode constatar na obra de uma ilustre historiadora e medievalista como a francesa Régine Pernoud, que em livros como La Femme au Temps des Cathédrales ou Luz Sobre a Idade Média, reduziu a pó toda uma série de mitos, simplificações e lugares-comuns sobre o estatuto de excluída, abusada e oprimida da mulher desse tempo.

[Veja cenas da rodagem do filme:]

Tudo espremido, o que fica de O “Último Duelo”? A autenticidade na reconstrução da época (menos o citado escamotear da cor e a meteorologia macambúzia), uma das qualidades de Ridley Scott, que vem desde o seu primeiro filme, “O Duelo” (1977); a interpretação de Jodie Comer no papel de Marguerite de Carrouges; aquele súbito e magnífico plano da Catedral de Notre-Dame em construção; e o duelo em si, reconstituído com rigor nos rituais e nas armas usadas, na ferocidade da violência e nas consequências para os dois contendores e a queixosa, e onde se manifesta o melhor Scott das batalhas e combates de “Gladiador” ou “Reino dos Céus”. E já agora, este esteve longe de ser o último duelo do género em França. Houve alguns mais, pelo menos até ao século XV.

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Morreu a cantora e atriz Milita Meireles, que fez parte do trio Irmãs Meireles - SAPO Mag

A cantora e atriz Milita Meireles, que fez parte das Irmãs Meireles, trio de referência da música portuguesa na década de 1940, morreu na quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 93 anos, anunciou a Academia Portuguesa de Cinema.

Emília Augusta Meireles de Jesus, nascida no Porto, em 25 de setembro de 1928, que ficou conhecida como um dos "Rouxinóis de Portugal", também foi atriz de cinema.

A Academia recorda hoje as suas participações em "Amor de Perdição" (1943), "Um Homem às Direitas" (1945), "O Diabo São Elas" (1945), "Aqui Portugal" (1947) e "Os Vizinhos do Rés-do-Chão" (1947), filmes em que participou autonomamente ou como parte das Irmãs Meireles.

MILITA MEIRELES EM 2018.

Cidália Meireles (1925-1972), conhecida fadista da década de 1940, e Rosária (ou Rosália) Meireles (1926) eram os outros membros do trio, que se afirmou como um dos conjuntos com maior sucesso da rádio portuguesa, desde os primeiros anos da década de 1940, até ao início da seguinte, numa altura em que as emissões eram essencialmente feitas em direto.

Na linha das norte-americanas Andrew Sisters, as Irmãs Meireles ficaram conhecidas pelas suas harmonizações e o seu jeito 'swingado', não se afastando porém da tradição portuguesa, tendo chegado a atuar com trajes típicos vestidos, como os das noivas do Minho.

O trio, que fez digressões pela Europa, sobretudo no pós-guerra, e pela América do Sul, teve particular sucesso no Brasil, onde foi contratado pela Rádio Record de São Paulo, em 1947, e pela Rádio Atlântica, de Santos, em 1950.

Em 2016, foi publicada a biografia do trio - “Os Rouxinóis de Portugal”, designação pelo qual era conhecido -, da autoria de Paulo Borges. Na altura foi também estreado um documentário com declarações de Milita, sobre os anos de ouro das Irmãs Meireles.

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